Polícia Civil cumpre mandados de prisão contra membros de torcidas organizadas em seis cidades

As associações criminosas são investigadas por diversos crimes durante Clássico das Multidões entre Santa Cruz e Sport. Fotos: Polícia Civil de Pernambuco/Divulgação
Uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (27.03) cumpre 42 mandados de prisão contra membros de torcidas organizadas.
A Operação Contra Pista, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), com apoio da Polícia Militar (PMPE), teve investigações iniciadas em 1º de fevereiro deste ano, após os confrontos envolvendo os grupos no dia do Clássico das Multidões entre Santa Cruz e Sport.
Vinculada ao Comando de Operações e Recursos Especiais – CORE, sob a presidência do Delegado Raul Junges, Titular da Delegacia de Polícia de Repressão à Intolerância Esportiva – DPRIE; a investigação foi iniciada em 1º de fevereiro de 2025 devido ao confronto envolvendo Torcidas Organizadas no “Clássico das Multidões” e tem por objetivo combater Associações Criminosas voltadas à prática de Provocação de Tumulto, Lesão Corporal, Tentativa de Homicídio e Corrupção de Menores.
Com a deflagração, busca-se reduzir os casos de violência envolvendo torcidas organizadas que praticam atos brutais, movidos pela intolerância esportiva.
No dia de hoje estão sendo cumpridos 42 (quarenta e dois) Mandados de Prisão, 24 (vinte e quatro) Mandados de Busca e Apreensão Domiciliar, 03 (três) Mandados de Internação Provisória de Menor e Seqüestro de Bens, expedidos pelos Juízos da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Recife e 3ª Vara da Infância e Juventude da Capital.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Ipojuca, Paulista e Igarassu, na Região Metropolitana do Recife (RMR); e em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata do Estado. A Polícia Civil de Pernambuco revelou que a principal causa do confronto entre as torcidas organizadas de Sport e Santa Cruz, em 1º de fevereiro, foi o roubo de instrumentos musicais da torcida rubro-negra. O Delegado Raul Carvalho, da Dprie, explicou que o roubo desses instrumentos é um “estopim” para a subcultura das torcidas.
Os presos, bem como os materiais apreendidos, são levados para a sede da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, em Olinda. As investigações foram também feitas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (Dintel).